Nada é definitivo
Foto: Ana Maria Oliveira Matérias esbatem-se nas essências atuando em tripé instável Adquirindo formas e colorações texturas e podridões Sustentáculos de predicados que se imutam Construindo e desterrando geografias traçando multidões Encarcerado permanece o animismo onde nada é definitivo Nascente inesgotável de movimentação dos vermes Copiado do código genético da criação obtusa Obtendo conceitos presos em estendais de vento Surgindo a alma informe rompendo dimensões de assolação Na lentidão da marcha de cada elemento Neste imagismo vacilando a erudição Perfuram-se sensações visuais saltando para o tato Apalpando a rugosidade das montanhas em desabamento Saboreando o fel em afogamentos de acidez egocêntrica Incapaz de ultrapassar trincheiras epistemológicas Secam esqueletos ao sol escaldante do deserto Corrompem-se tecidos de memórias nas fossas antropofágicas Pedagogias soltas minam cérebros subjugados por...