Galgando fissuras
Foto: Ana Maria Oliveira Contrabalançando a zanga dos elementos que nos devoram Assisto à impiedosa agressão dos ventos ciclónicos Como se a natureza estivesse em revolta contra os atos humanos E chuvas a meio da noite erguem armadilhas para os viventes Como se nos alertasse para a incapacidade em que nos banhamos Recusamo-nos a despertar e viver em harmonia com a Terra E este ser de acolhimento responde com revolta no ar Que nos fazem retroceder nos argumentos desastrosos Que nos levam a explorar desalmadamente e não a desfrutar Continua a existir um rio suspenso de revolta Que alaga os campos de cultivo e os lares Corta estradas abre fissuras provoca derrocadas Destrói os bens por saldar dos homens confusos amedrontados Desesperados perante tamanho flagelo que denominamos de azares