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A mostrar mensagens de fevereiro 15, 2026

Idolatria

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    Foto: Ana Maria Oliveira   A autonomia dançou a roda e desfez-se em transcendência horizontal Imitou sedada o vizinho do lado invejando os seus domínios Em desterro obscuro de energia submissa Numa ínfima fração de segundo em que se idealizou ser rainha Desfaleceu na velocidade vertiginosa da cobiça   Cintilou de poder ilusório e foi feliz agitando os tentáculos Das possibilidades da vontade autoimposta sobre abismos A pobre nem se deu conta de que a identidade resvala Para a desintegração das partículas sem lugar a romantismos   Para que esgoto escorreram os valores e as escolhas Evaporando-se na necessidade de idolatria de modelos Transformados em ovelhas que seguem o lobo no souto Ignorando que não há seres superiores Surge a frivolidade do propósito de transformação no outro   Transformar a paranoia em estrelas sustentáveis é processo ingrato  Porque este labirinto que nos envolve amordaça-nos em violento...

Ambição alucinada

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    Foto: Ana Maria Oliveira   Criaturas encadeadas pelos holofotes denunciam figuras alienadas Pelo trejeito inseguro do sistema educacional falido sem orientação E a violação dos direitos humanos é norma na cabeça de répteis Que se decompõem na imperícia e modo de assimilação   Farpas invisíveis assomam à superfície da pele O improviso espraia-se na decadência dos artifícios em suspensa teia E o provisório alarga-se na cronologia cíclica da desordem Que se desdobra em espantalho de uma assombrada plateia   A besta que tudo quer ser e tudo quer ter Veste-se de imperador da nova moralidade E quando o espelho quebrado lhe diz Que é o mais possante do mundo entre casebres As sanguessugas espreitam a travessia dos famintos E atracam nos corpos como parasitas alegres   A ganância de ter acumula materiais corrosivos Manipulando peões indefesos em deslizamento agitado Desenhando a guerra económica que corta o sustento ...

Sabedoria infértil

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  Foto: Ana Maria Oliveira     A transmissão do saber estático faz-me saltar para outra dimensão Enfada-me a injeção de informação contaminada por opiniões E nem sempre engulo o que me colocam no prato Criticando a história rebelo-me contra a autoridade cega O tédio e insularidade anulam a emoção necessária ao entusiasmo Mas num impulso da vontade brandida Transformo o fastio em vibração diligente e fecunda Recusando-me a cortar o cordão umbilical da vida aguerrida   Germina um fungo maléfico na patologia coletiva Doenças germinativas contagiosas de neuras impostas Nos académicos em declínio e nos políticos tragados pela negra ambição E o chá quente de gengibre e mel emerge paliativo Para os fracassos e empurrões que fazem peso sobre as minhas costas   Entro em estado de hibernação neste envolvente ardiloso Salto o tempo engano-o e adormeço algures Na caverna mais alta da montanha Salto o vazio e ergo sustentáculos sem t...