Mutação
Foto: Ana Maria Oliveira |
No imperativo da mudança o espírito dilui-se
Entre o magnetismo
corruptível dos entes disfuncionais
E a dor fatal abafada
no contraditório do presente
Onde vertigens
criam sensações de captura
Gerando-se
amontoado de esbanjamentos emocionais
A alma esgotada
anseia por proteção neste observatório
E a dança ansiosa
das mãos na paragem feita estátua
Acautela-se numa
bolha imaginária de segurança
Pois acomodar-nos à
adversidade tem arte
E debater-nos na
corrente do universo é inglório
Não há pausas para
respirar nem retrocesso
Campos energéticos
arrastam-nos para diante
Mas receios e inseguridades
obstruem o progresso
Salto para o
fractal num tempo passado ansiando regaço
E são ascendentes
que se materializam no abraço
O sono prega
partidas e é um coração em mim batendo
Que me suga de
volta aparentemente ao mesmo espaço
A coragem adquire
novas texturas feições e colorações
Entra-se em coação
no jogo sequencial de acontecimentos
Baralhando-se na
mente desconfiada o antes e o depois
A inevitabilidade
na transição da vida gera perturbação
Na sepultura da
memória deflagram as masmorras
Não há preparação
para futuro incerto baralhando o dentro e fora
Se não desafiarmos
os obstáculos na jornada
E não inventarmos rituais
de regozijo no fragmento ínfimo do agora
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