Ambição alucinada

 


 

Foto: Ana Maria Oliveira

 

Criaturas encadeadas pelos holofotes denunciam figuras alienadas

Pelo trejeito inseguro do sistema educacional falido sem orientação

E a violação dos direitos humanos é norma na cabeça de répteis

Que se decompõem na imperícia e modo de assimilação

 

Farpas invisíveis assomam à superfície da pele

O improviso espraia-se na decadência dos artifícios em suspensa teia

E o provisório alarga-se na cronologia cíclica da desordem

Que se desdobra em espantalho de uma assombrada plateia

 

A besta que tudo quer ser e tudo quer ter

Veste-se de imperador da nova moralidade

E quando o espelho quebrado lhe diz

Que é o mais possante do mundo entre casebres

As sanguessugas espreitam a travessia dos famintos

E atracam nos corpos como parasitas alegres

 

A ganância de ter acumula materiais corrosivos

Manipulando peões indefesos em deslizamento agitado

Desenhando a guerra económica que corta o sustento

Num jogo de xadrez sombrio infecundo e viciado

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