Ambição alucinada
Criaturas
encadeadas pelos holofotes denunciam figuras alienadas
Pelo
trejeito inseguro do sistema educacional falido sem orientação
E
a violação dos direitos humanos é norma na cabeça de répteis
Que
se decompõem na imperícia e modo de assimilação
Farpas
invisíveis assomam à superfície da pele
O
improviso espraia-se na decadência dos artifícios em suspensa teia
E
o provisório alarga-se na cronologia cíclica da desordem
Que
se desdobra em espantalho de uma assombrada plateia
A
besta que tudo quer ser e tudo quer ter
Veste-se
de imperador da nova moralidade
E
quando o espelho quebrado lhe diz
Que
é o mais possante do mundo entre casebres
As
sanguessugas espreitam a travessia dos famintos
E
atracam nos corpos como parasitas alegres
A
ganância de ter acumula materiais corrosivos
Manipulando
peões indefesos em deslizamento agitado
Desenhando
a guerra económica que corta o sustento
Num
jogo de xadrez sombrio infecundo e viciado
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