Interpretação escassa
| Foto: Ana Maria Oliveira |
Nesta
hermenêutica bamboleante perdemo-nos
Pelas
escadas de acesso a infinitas presenças
Em
oscilação interminável em jogo baralhado
Na
apreensão do teu encadeamento
Em
deflagração de ideias adulterado
E
não consigo alcançar nem os destroços
Nunca
te vejo por entre esta devastação e ventania
Pois
segues paralelamente à distância dos meus passos
Transformaste-te
em fantasma risível que assobia
És
frequência quebradiça com que me levanto
Vibras
subtil na penumbra com que me deito
Com
que me alimento e com que medito
E
neste emaranhado de ondas que agridem a rocha
E
retornam magneticamente ao mar
Assim
me desintegro e de forma impercetível
Misturo
o pensamento com outros planadores no ar
Criando
um fogo de artifício temporário
Que
se apaga quando a festa mundana se acabar
O
significado do mundo flutua borbulhante
Dentro
do circo rígido da perfídia significação
Navegando
nas deformações em busca dos assombros
Olvido
as inconstâncias no processo de transmutação
E
desmaio por momentos na ratoeira de criar romances suspensos
De
pensamentos lúbricos que deslizam por reentrâncias de enigmas
De
incógnitas moldadas por glaciais sentimentos
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