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A mostrar mensagens de maio 31, 2026

Emboscada

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  Foto: Ana Maria Oliveira   A euforia germina na superficialidade dos encontros Nos cumes desmaiados onde se inventam florescências Em oscilações dos gelos pulverizadas pelos compromissos Da transitoriedade desenhada em carantonhas submersas   Corridas pedestres provocam tremores Em escadarias abarrotadas de fungos Que tatuam oráculos indecisos e mórbidos Sobre a cabeça dos répteis que se aprisionam Em espaços cerrados sobre si próprios   Há um cordão quebradiço de braços e mãos A desparasitar os insetos futuros comedores de almas No rodopio delirante dos vivos alienados Prestes a despedaçar os fios que prendem As moléculas psicopatas das desavenças Gerando explosões criadoras de cavernas intemporais E implosões sugadoras dos instantes em deleite Na serpente ardilosa do tempo desbravadora de canais   As pegadas anunciam a catástrofe das intempéries No rasto penetrante dos gigantes com a mãe mistério A provocar nevoe...

Alucinações e delírios

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  Foto: Ana Maria Oliveira Poeiras oriundas do Sul invadem geografias escaldantes Que animadamente derretem e contaminam corpos Fulminam ansiosos cérebros psicóticos  Em cárceres minados pelas progenitoras que devoram os filhos Por instantes de alucinações que as coroam Nos reinos desaparecidos dos intestinos dos bovinos   Os humanos afundam-se nas ratoeiras da mente Gerando construções fictícias como quem está ávido De concretizar as visões narcísicas dos projetistas em queda Na arquitetura inconstante das emoções em festejo impávido   Delírios proliferam nesta sociedade de masoquistas Prolongando relações abusivas de sádicos em lugares escondidos Alucinações incontroláveis ignoram o significado de empatia Homicidas à solta por entre o rebanho de ignorantes adormecidos   Apago as visões destas criaturas esfaimadas Canibais exploradores de campos dementes Pela esquizofrenia não assistida São terrenos mafiosos de odores p...

Avestruzes

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  Foto: Ana Maria Oliveira   As avestruzes ergueram esforços Para manterem os pescoços na verticalidade De pernas altas ar aprumado conjeturam Uma forma de afastar a cegonha Que só quer fazer ninho e manter a prole Longe de viroses acidentes e peçonha   Bicos fortes e ar de quem conhece o terreno Não permitem a invasão de outra passarada E bicam aqui e ali empurrando a pobre cegonha Para fora da fortaleza erguida pelas pernaltas Destruindo a teoria dos sonhadores impotentes De que o convívio é possível Mesmo de físico dissemelhante e fuças diferentes   As avestruzes aumentaram o círculo da xenofobia  Ou fuga da vítima ou morte da pobre criatura Que também tinha direito à vida Então posturas de desdém soltam a fera Que nem todos conseguem dominar Entre sons jocosos e gritos de guerra   A cegonha revoltou-se e o que outrora era silêncio Passou a gemidos de dor O gemido passou ao erguer do peito suportando a...