Alucinações e delírios
| Foto: Ana Maria Oliveira |
Poeiras oriundas do Sul invadem geografias escaldantes
Que animadamente derretem e contaminam corpos
Fulminam ansiosos cérebros psicóticos
Em cárceres minados pelas progenitoras que devoram os filhos
Por instantes de alucinações que as coroam
Nos reinos desaparecidos dos intestinos dos bovinos
Os humanos afundam-se nas ratoeiras da mente
Gerando construções fictícias como quem está ávido
De concretizar as visões narcísicas dos projetistas em queda
Na arquitetura inconstante das emoções em festejo impávido
Delírios proliferam nesta sociedade de masoquistas
Prolongando relações abusivas de sádicos em lugares escondidos
Alucinações incontroláveis ignoram o significado de empatia
Homicidas à solta por entre o rebanho de ignorantes
adormecidos
Apago as visões destas criaturas esfaimadas
Canibais exploradores de campos dementes
Pela esquizofrenia não assistida
São terrenos mafiosos de odores putrefactos e atrozes
Onde artífices de sonhos cadavéricos decapitam inocentes
Em que cada criatura vive para os seus devaneios e neuroses
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