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A mostrar mensagens de agosto 2, 2026

Murcham as rosas

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  Foto: Ana Maria Oliveira   Ramos de espinhos secam ao sol sem vida Como se braços fossem cortados retirando-lhes o alimento Porque o calor molda outro mundo que derrotado enlouquece Enquanto raízes lutam por água esquecendo o inverno agitado E a canícula mata outros seres e as folhas amarelece   A gata vadia atenta no telhado do galinheiro Observa o trajeto dos voadores serenando no poiso Castelo eterno da galinha princesa Pois há um espaço permissivamente partilhado Com as rolas, os pombos e os melros na natureza   A osga de barriga cheia esconde-se no aglomerado caótico Na desarrumação dos elementos que permanecem suspensos Dependentes de uma vontade adiada Enquanto o astro rei se ergue e esconde da Terra soberana Indiferente aos sonhos programados Tatuados algures no interior da alma humana   Murcham as rosas nesta atmosfera de mudanças Onde a cor da luz  se modificou E a quentura outrora aconchegante é já si...

Hospício mundial

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  Foto: Ana Maria Oliveira Não sabemos o que fazer com os choros e os gritos Afundamo-nos impotentes na pobreza emocional E cometem-se transgressões no deslize da incoerência O descontrolo prolifera a cada corrida de estrada Enfraquecidos e pulverizados pelas borrascas da existência   Somos assolados pela penúria do desassossego Pelo alvoroço sugador de energia sem freio das ilusões Pela perturbação que nos desintegra a alma Pelo dispêndio cego das imprevistas emoções   Agora temos computadores que comunicam connosco Adivinham os desejos escondidos de forma charmosa Vasculham as fragilidades mais recônditas Apresentam-nos a carta de gastronomia mais deleitosa   Dialogamos com máquinas e em segundos Há sempre respostas prontas que em regalo nos confortam Mas de quantas ratoeiras invisíveis temos de fugir a correr Quantos caminhos ainda temos que ultrapassar Com quantas prisões ainda precisamos de romper