Cânticos
Foto: Ana Maria Oliveira Da profundidade da alma humana surgem cânticos De união com a Terra deslizando como veículo de alento A palpitar em todas as latitudes por veios labirínticos A sonoridade da alma inventa-se na força Para subsistir em terrenos inférteis Reflete-se na dinâmica do envolvente em pura aliança Como frequência em sopro nos mecanismos do espírito Envolve-se na diferença dos seres cingindo a semelhança Esta melodia vibra na garganta dos destemidos No grito em tormento inaudível dos resignados Na dúvida inquieta e sombria dos famintos Na incongruência da lei dos homens encarcerados É um cântico diário pleno de significado Somos guerreiros a respirar no centro de conflitos bravios Temos o céu como almofada de aconchego E o sol como amigo que nos sustém os dias sombrios Esta ária acompanha os rebeldes Envolve-se com os criadores de sonhos Com os visionários que captam outras ...