Voto de silêncio
Foto: Ana Maria Oliveira Hoje é dia de voto de silêncio Porque não há palavras que solucionem as desavenças De criaturas extraviadas das naturais e equilibradas Serenas e empáticas frequências O redil dos homens tem vários recantos Criados nos cérebros em constante vigília Onde se alojam e crescem os medos perpétuos Dos desconfiados de abraços subtis ancorados Nos venenos que destroem aos poucos os espíritos ingénuos Hoje é dia de voto de silêncio Em terrenos minados de manipulação Porque não devo imiscuir-me Em jogos e subterfúgios que acalentam pressão Há uma mina invisível de parasitas à solta Procurando avidamente a oportunidade de contágio Sinto-os e deteto-os mesmo nos disfarces mais camaleónicos Estou no palco do país das maravilhas Com música apelativa para os meus ouvidos em conciliação Mas a orquestra range em lugar de se afinar Pois há...