Jejum
A
privação abraça-me na delicadeza das sonoridades
Que
arrebatam para uma estratosfera de sonhos
É
companheira de estrada e da subtileza dolorida
Provocada
pelo entupimento dos canais
De
acesso a outros patamares deslizantes
Por
colinas em desequilíbrio dividida
Chocalham
os ossos dos defuntos revoltados
Pela
esquizofrenia dos aliados do caos em velocidade
Saltando
furiosamente de palco em palco
Batendo os pés sobre andaimes em instabilidade
A
complexidade das arquiteturas em carne
Escondem
autoestradas de trocas atómicas
Negociando
a falência dos órgãos delineadores
De
arranha-céus à beira da fragmentação pela força amoral
Dos
elementos em envolvimentos frenéticos castradores
Enquanto
a compatibilidade das almas espera
O
alinhamento na direção do alvo furtivo em
O
cruzamento gera oportunidades quânticas
De
criação de galáxias multicolores na imprevisibilidade
Mas
a velocidade estonteante fratura os corações
Agitam-se
nas torrentes subterrâneas inteligências em construção
A
vacuidade gera trevas no jejum e eis que partículas
Geradoras
de vida se transformam em sementes de aniquilação
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