Libertação
| Foto: Ana Maria Oliveira |
Cintila
um campo eletromagnético na película
Que
outrora se tornou real na flutuação das carências
Simbioses
floresceram sincopadamente
Pelos
devaneios heurísticos quais catraios num bailado
Explorando
a química dos corpos inquietos
Apressados
no estonteamento do labirinto
Alargando
vias rápidas em desfiladeiros vertiginosos
Como
arriscando a lucidez num abraço faminto
Permanece
oculta uma câmara inviolável
Protegendo
gestos de enleios fluidos que escorrem
Entre
gargantas sequiosas de um beijo
Florescendo
na nudez dos espelhos onde anseios morrem
Agora
depois de numerosas luas passarem
Há
um confronto necessário que impele com novo vigor
A
criar andamentos firmes sobre a selva das emoções
O
mar ainda espera os pés descalços baloiçando em límpido festejo
Com
a espuma das ondas a confortar a pele sequiosa
O
sol afaga os poros na vibração sedenta do desejo
Os
dedos perscrutadores criam imagens luzentes
E
a alegria de viver em pleno sacode os membros agitando a alma
Rasgam
fragilidades erguendo muralhas de perseverança
Na
improvisação das sinfonias musicadas pela diafaneidade calma
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